Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
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TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO E ESTÉTICAS
Beatriz Jaguaribe
Possui graduação em literatura, Português-Inglês, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1980). Obteve o seu doutorado em Literatura Comparada - Stanford University (1986). Realizou estudos de pós-doutorado na Universidad de Buenos Aires (2006) e na Université de Cergy-Pontoise (2016). É professora titular da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro onde leciona desde 1994. Foi professora visitante nas universidades de Dartmouth, Stanford, New School of Social Research, Princeton University e New York University. Recebeu os prêmios e bolsas RioArte, ICAS, Guggenheim e Plas (Princeton). Em 2012, recebeu a cátedra Andrés Bello da King Juan Carlos of Spain Center da New York University. Tem ensaios e livros publicados no Brasil e no exterior nas áreas de estudos culturais, estudos midiáticos, literatura e cultura urbana. É autora de livros como Rio de Janeiro: urban life through the eyes of the city (Routledge, 2014), O choque do real: estética, mídia, cultura (Rocco, 2007) e Fins de século: cidade e cultura no Rio de Janeiro (Rocco, 1998), entre outros. Suas pesquisas abarcam três áreas interdisciplinares: a) estudos sobre os imaginários da cidade; b) pesquisas sobre modernidades culturais alternativas na América Latina e c) análises da construção estética da subjetividade na narrativa ficcional e documental e na imagem fotográfica. É bolsista de produtividade em pesquisa nível 2 do CNPq. 
PUBLICAÇÕES DISPONÍVEIS:

JAGUARIBE, Beatriz. Imagens da Multidão: Carnaval e Mídia. E-Compós (Brasília), v. 16, p. 1-15, 2013.

JAGUARIBE, Beatriz. Imaginando a "cidade maravilhosa": modernidade, espetáculo e espaços urbanos. Revista FAMECOS (Online), v. 18, p. 328-347, 2011.

JAGUARIBE, Beatriz. O Self Reencantado: notas sobre Santo Forte e Estamira. Galáxia (São Paulo. Online), v. 11, p. 184-195, 2011.

JAGUARIBE, Beatriz. Ficções do Real: notas sobre as estéticas do realismo e pedagogias do olhar no América Latina contemporânea. Ciberlegenda (UFF. Online), v. 23, p. 6-14, 2010.

JAGUARIBE, Beatriz. Modernidade cultural e estéticas do realismo. Eco-Pós (UFRJ), v.9, n.1, 2006

Jaguaribe.Beatriz. Ruínas modernistas. Lugar Comum, Rio de Janeiro, n.março, p. 99-115, 1997.

PROJETO DE PESQUISA:

Mapeando modernidades: cartografia, fotografia, cinema e a invenção da nação e da vanguarda no Brasil (1910-1945)

Descrição
Este projeto explora a relevância material e simbólica da cartografia e da fotografia no contexto das famosas explorações do General Cândido Mariano da Silva Rondon aos sertões do Brasil. No tocante à cartografia, enfoco o estudo de caso da elaboração da Carta do Mato Grosso empreendida pelo chefe da seção de cartografia da Comissão Rondon, o general Francisco Jaguaribe. A feitura da Carta do Mato Grosso se inicia no contexto da Comissão Rondon, mas o desenho do mapa se prolonga por décadas atravessando os últimos governos da República Velha até sua publicação em 1952 no governo de Vargas. Este projeto cartográfico revela não somente a importância estratégica deste imenso território, como também explicita a dimensão simbólica da cartografia na construção da noção da pátria. Já no contexto do governo Vargas, a Carta de Mato Grosso torna-se uma peça relevante da “marcha para oeste” que fora encampada pelo governo central. Quanto ao acervo fotográfico da Comissão Rondon, a divulgação das fotografias de indígenas, paisagens e instalações telegráficas foi um componente altamente significativo para a valorização dos feitos da Comissão. Mas a circulação destas imagens nos centros urbanos também aguçou os dilemas de definição do que deveria ser a comunidade imaginada nacional. Argumentarei que foi por meio do uso da figura do indígena e do motivo indigenista que setores diversos da intelligentsia-- entre os quais se incluem tanto positivistas quanto modernistas-- revelaram suas distintas estratégias face aos parâmetros que deveriam pautar a construção nacional. Finalmente, desejo examinar o que restou dos legados da comissão Rondon no que são agora o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul. Ao narrar esta história inédita com fontes e documentos originais viso também dar uma contribuição mais ampla sobre os projetos de invenção da cultura brasileira acentuando o embate entre as mentalidades díspares da cultura letrada, da vanguarda e da intelligentsia nacional nas primeiras décadas do século XX.

 

CURRÍCULO LATTES
EMAIL:
beajaguar@gmail.com
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REVISTA ECO-PÓS
v.21, n.03 (2018)
Racismo
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