Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
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TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO E ESTÉTICAS
Denilson Lopes
Graduação em Comunicação Jornalismo pela Universidade de Brasília (1989), mestrado em Literatura pela Universidade de Brasília (1992) e doutorado em Sociologia pela Universidade de Brasília (1997). Foi professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília,de 1997 a 2007, onde coordenou o Programa de Pós-Graduação. Foi presidente da Associação Brasileira de Estudos de Homocultura (ABEH),  Presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE) e Superintendente de Difusão Cultural do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente, é professor associado na Escola de Comunicação  da Universidade Federal do Rio de Janeiro e bolsista de produtividade nível 2 do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). Foi pesquisador visitante na City University of New York, na New York Universiity e na Univerisidade de Montreal. Também ocupou a Cátedra Rui Barbosa de Estudos Brasileiros na Universidade de Leiden na Holanda. Tem dado palestras e cursos em várias universidades dentro e fora do Brasil. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Estética da Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: estética da comunicação, cinema contemporâneo, estudos de gênero (estudos gays e transgêneros), crìtica de cultura e arte contemporâneas, estudos culturais, literatura comparada. Autor de Afetos, Experiências e Encontros com Filmes Brasileiros Contemporâneos (Hucitec, 2016), No Coração do Mundo: Paisagens Transculturais (Rio de Janeiro, Rocco, 2012), A Delicadeza: Estética, Experiência e Paisagens (Brasília, EdUnB, 200 7), O Homem que Amava Rapazes e Outros Ensaios (RJ, Aeroplano, 2002) e Nós os Mortos: Melancolia e Neo-Barroco (RJ, 7Letras, 1999),co-organizador de Imagem e Diversidade Sexual (SP, Nojosa, 2004), Cinema, Globalização e Interculturalidade (Chapecó, Argos, 2010), em conjunto com Andrea França; Silviano Santiago y los Estudios Latinoamericanos (Pittsburgh, Iberoamericana, 2015), em conjunto com Lucia Costigan,  e organizador de O Cinema dos Anos 90 (Chapecó, Argos, 2005). No momento, está iniciando a pesquisa "Dândis, Decadentes e Modernos", em que procura estudar uma genealogia que vai de Mario Peixoto, Lucio Cardoso até alguns filmes do Cinema Novo que procura estabelecer um "outro Modernismo" (Paulo Venâncio) tão diferente da linhagem antropofágico-tropicalista quanto das versões regionalistas. Esta outra linhagem marcada pela sobrevivência anacrônica do Decadentismo e do Dândismo bem como deseja articular arte e vida, numa arqueologia das sensações, em busca de constelações que podem também ser visualizadas num contexto transcultural e comparativo, conjugando história cultural, sociologia dos intelectuais e estudos queer.
PUBLICAÇÕES DISPONÍVEIS:
LOPES, Denilson. Afetos: Estudos Queer e Artifício na América Latina. E-Compós (Brasília), v. 19, p. 1-16, 2016.

LOPES, Denilson. A Poesia da Luz de Clarissa Campolina. REBECA. Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, v. 3, p. 1-14, 2014.

LOPES, Denilson. O Alumbramento e o mundo ao redor: o cosmopolitismo nos pequenos gestos. Grumo (Buenos Aires), v. 10, p. 90-95, 2013.

LOPES, Denilson. Afetos Pictóricos ou em Direção a Transeunte de Eryk Rocha. Revista FAMECOS (Impresso), v. 20, p. 255-274, 2013.

LOPES, Denilson. O Alumbramento e o fracasso: uma leitura de Estrada para Ythaca. Galáxia (PUCSP), v. 13, p. 72-83, 2013.

LOPES, Denilson. A Estética do Neutro em Ozu e sua Atualidade. Contracampo (UFF), v. 22, p. 3-15, 2011.

LOPES, Denilson. Cinema Mundial, Cinema Global. E-Compós (Brasília), v. 12, p. 16, 2010.

LOPES, Denilson. Silviano Santiago, Estudos Culturais e Estudos LGBTS no Brasil. Revista Iberoamericana, Pittsburgh, v. LXXIV, p.943-957, 2008.

LOPES, Denilson. Entre o Mar e o Sertão: O Olhar Intruso. Devires (Belo Horizonte), v. 4, p. 122-135, 2007.

LOPES, Denilson. Beleza, Beleza e Nada mais. Ilha do Desterro (UFSC), Florianopolis, v. 51, n.51, p.165-182, 2006.
PROJETO DE PESQUISA:
Dândis, Decadentes e Modernos

Descrição
Nosso ponto de partida é o filme Limite de Mario Peixoto (1930), não na tradição de um cinema de vanguarda e experimental mas como parte de uma sobrevivência anacrônica de um sensação decadentista e uma sensibilidade dândi). O que implicará uma revisitação da já vasta bibliografia de Mario Peixoto dentro e fora do Brasil, articulando vida e obra. A partir desse levantamento, terem os mais condições de não só perceber se a hipótese levantada é pertinente para o filme de Mario Peixoto mas também avaliarmos possíveis desdobramentos num ambiente intelectual que tem como um ponto de agregação o Chaplin Club, onde Limite foi lançado, num circuito de intelectuais modernistas católicos que se distinguem tanto de uma herança de Mario de Andrade quanto de uma linha antropofágico-tropicalista e do romance regionalista nordestino dos anos 30. Para tanto, apontamos a obra de Lucio Cardoso e sua revisitação por Paulo César Saraceni como possíves pontos de cristalização desse “outro modernismo” ? (Paulo Venancio ) e outros filmes do Cinema Novo e para além, nem devedora do realismo social nem de registros alegóricos e que ultrapassa a mera denominação de narrativas da intimidade. A depender da pesquisa realizada nos arquivos dentro e fora de Brasil, nossa intenção é estabelecer esforços comparativos entre os contextos brasileiros, latino-americanos, norte-americano e europeu. Questões e Hipóteses 1) A hipótese do projeto é que para ampliar a compreensão de Limite e de Mario `Peixoto, é necessário tirá-lo do lugar de exceção, originalidade e isolamento para pensarmos em uma ambiência decadentista e dândi, emergente no século XIX, que sobrevive ora como um caminho paralelo ao Modernismo, uma ?outra Modernidade?, para tentar refletir sobre a relação obra e vida para além do fracasso da vanguarda em realizar esta conexão, de acordo com a leitura de Peter Bürger. 2) Mas porque intelectuais modernos, dos anos 1920 até pelo menos 1970, se voltam com maior ou menor intensidade para trabalhos marcados pelo Decadentismo, pelas ruínas e, em menor grau, pelo dandismo? 3) O que significa esta releitura de Limite e do Modernismo intelectual, cinematográfico e literário com o fim do ciclo das vanguardas nos anos 1960? Qual sua atualidade? Para tanto, uma releitura do campo intelectual modernista como estudado por Sergio Miceli e outros é fundamental. Me interessam, além de Mario Peixoto, Octavio de Faria e Lucio Cardoso em especial. e a possibilidade hipotética de um circuito de intelectuais cosmopolitas, modernistas, católicos, portanto em grande parte, conservadores ou absenteístas politicamente, “cronistas da casa assassinada”, para usar a expressão de Sérgio Miceli, não só por vínculos de classe mas pela percepção do mundo, queers (aqui me refiro a estes três), interessados em narrativas da intimidade. Pela proximidade da sensibilidade, penso que a eles poderiam ser incluídos nomes como os de Cornelio Penna, Goeldi, Ismael Nery e Murilo Mendes, para mencionar alguns artistas modernistas que me fascinam; 4)Em que medida uma visão comparativa implica uma reflexão transcultural do Decadentismo e do Dandismo para além dos limites das culturas nacionais no contexto de estéticas do artifício a partir de um diálogo entre as perspectivas arqueológicas e genealógicas como formuladas por Foucault e uma historiografia queer? A dimensão comparativa dessa pesquisa precisa de um maior contato com a bibliografia em inglês e em espanhol bem como do acesso a materiais e interlocuções na Universidade de Columbia, em várias outras universidades na região bem como na Public Library de Nova Iorque e no Museu de Arte Moderna /NY..

Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.

Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Bolsa Produtividade Científica

 

CURRÍCULO LATTES
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Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso - Histórico
REVISTA ECO-PÓS
v.21, n.03 (2018)
Racismo
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