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| Maria Cristina Franco Ferraz |
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Graduada em Letras (Potuguês/Literatura) pela Universidade do Estado do
Rio de Janeiro (1976), graduada em Didática Especial de Língua Inglesa
pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1977), mestre em Letras
pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1982), mestre
em Filosofia D E A - Universite de Paris I (Pantheon-Sorbonne, 1986),
doutora em Filosofia - Universite de Paris I (Pantheon-Sorbonne, 1992),
com pós-doutorados no Instituto Max-Planck de História da Ciência
(Berlim, 2004) e no Centro de Pesquisa em Literatura e Cultura de Berlim
(2007 e 2010). A partir de 1994, foi Professora Titular de Teoria da
Comunicação da Universidade Federal Fluminense. Tendo se aposentado em
abril de 2011, manteve-se ligada à Pós-Graduação da UFF até o final de
2012, coordenando um Doutorado Internacional Erasmus Mundus. Aprovada em
novo concurso público, é Professora Titular de Teoria da Comunicação da
ECO/UFRJ desde junho de 2012. De 1999 a 2005, dirigiu a Coleção
Conexões, da editora carioca Relume Dumará. É pesquisadora do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Foi professora
visitante nas universidades de Paris 8 (2000), Richmond (EUA, 2004),
Perpignan (França, 2005, 2009 e 2013), Nova de Lisboa (2005 e 2013) e
Saint Andrews (Escócia, 2005). Publicou os livros Nietzsche, o bufão dos deuses (no Rio e em Paris), Platão: as artimanhas do fingimento (no Rio e em Lisboa), Nove variações sobre temas nietzschianos, em 2010, Homo deletabilis - corpo, percepção, esquecimento: do século XIX ao XXI, e em 2015, L"homme effaçable: mémoire et oubli du XIXème siècle à nos jours (Paris) e Ruminações: cultura letrada e dispersão hiperconectada. Na área de Comunicação, tem-se dedicado à sub-área dos Fundamentos Teóricos da Comunicação e Cultura, desenvolvendo em inúmeros artigos e capítulos, sobretudo, os seguintes temas: contribuições de Nietzsche, Foucault e Deleuze para a Comunicação, subjetividade e cultura contemporâneas, estatuto da imagem, modernização da percepção, corpo e novas tecnologias, memória e esquecimento, ética e contemporaneidade. É pesquisadora nível 2 do CNPq. |
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Da cultura letrada à hiperconectividade digital: percepção, atenção e afeto
Descrição O projeto desdobra os resultados da pesquisa finalizada, consignados no livro Ruminações: cultura letrada e dispersão hiperconectada (Rio de Janeiro: Garamond/FAPERJ, 2015). Recorrendo ao método genealógico, visa a investigar e tematizar o declínio da cultura letrada em favor de modos de vida crescentemente on-line, non-stop e hiperconectados, em suas implicações no que concerne à temporalidade e aos regimes de atenção e de percepção demandados e produzidos por dispositivos de informação e comunicação em rede. O exame do esgarçamento tendencial da capacidade de concentração, da compactação da experiência do tempo e da emergência de regimes de dispersão hiperconectados é favorecido pelo contraponto com produtos culturais produzidos na modernidade. A pesquisa retorna à cultura letrada (literatura e filosofia), aliada a temporalidades mais dilatadas, com vistas à investigação acerca das variações contemporâneas dos regimes de percepção, atenção e afeto. O conceito deleuzeano de afeto, remetido a “blocos de sensações” e a “devires não humanos do homem” – também presente nos estudos atuais em Comunicação e Cultura – é explorado a partir de obras literárias modernas que enriquecem a compreensão de afetos tais como medo, inveja e ódio. Ao identificar alterações nos campos da percepção, da atenção e do afeto, através de um relação fértil entre cultura letrada e novos horizontes culturais, a pesquisa visa a contribuir tanto para o desenvolvimento temático e metodológico do campo da Teoria da Comunicação quanto para a compreensão de mudanças em curso no século XXI. Trata-se, em suma, de examinar de que forma o estado progressivo de dispersão hiperconectada difere das vertigens da percepção e das modulações da subjetividade moderna, tendendo a corroer configurações subjetivas plasmadas pela cultura letrada, também elas historicamente determinadas. Modos de vida crescentemente on-line serão, por seu turno, articulados à produção contínua de corpos acelerados, otimizados, imediatamente responsivos, compatíveis com a lógica empresarial, produtivista e performática que tem dominado as sociedades contemporâneas, avançadas ou emergentes. |
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