Eco.Pós - Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ - O Curso
 
 
 
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TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO E ESTÉTICAS
Mauricio Lissovsky
Historiador, redator e roteirista. Possui graduação em História pela Universidade Federal Fluminense (1981), mestrado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1995), doutorado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002) e estágio de pós-doutorado no Birkbeck College, da Universidade de Londres (2007). Desenvolve pesquisas no campo dos estudos visuais, com ênfase em fotografia, cinema, memória e política. Atualmente é professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisador do CNPq (nível 2) e coordenador da área de Ciências Sociais Aplicadas I junto à CAPES. Membro do conselho consultivo do Centre for Iberian and Latin American Visual Studies, da Universidade de Londres, e do comitê coordenador do projeto cooperativo internacional Modernity and the Landscape in Latin America, da Universidade de Zurich. É autor, entre outros, de A Máquina de Esperar: origem e estética da fotografia moderna (Mauad X, 2008) e Pausas do Destino: teoria, arte e história da fotografia (Mauad X, 2014).
PUBLICAÇÕES DISPONÍVEIS:
LISSOVSKY, Mauricio. A Vida póstuma de Aby Warburg: por que seu pensamento seduz os pesquisadores contemporâneos da imagem?. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, v. 9, p. 305-322, 2014.

LISSOVSKY, Mauricio; LEITE E AGUIAR, Ana Ligia. The Brazilian dictatorship and the battle of images. MEM STUD, v. 8, p. 22-37, 2014.

LISSOVSKY, Mauricio; TOLEDO, Rita. O Bestiário Metafísico de Abbas Kiarostami. Devires (UFMG), v. 11, p. 17-49, 2014.

LISSOVSKY, Mauricio. Brasil, refúgio do olhar: trajetória de um fotógrafo exislado no Rio de Janeiro dos anos 1940. Revista Brasileira de História da Mídia, v. 2, p. 31-44, 2013.

LISSOVSKY, Mauricio; MARTINS, Juliana. A fotografia e seus duplos: um quadro na parede. História, Ciências, Saúde-Manguinhos (Impresso), v. 20, p. 1363-1375, 2013.

LISSOVSKY, Mauricio.; MARTINS, Juliana. La Tierra Prometida de las Imágenes. Acta Poetica, v. 34-1, p. 17-38, 2013.

LISSOVSKY, Mauricio. A Fotografia e seus duplos: tão breve quanto possível. Ícone (Recife. Online), v. 14, p. 1-16, 2012.

LISSOVSKY, Mauricio; BASTOS, Teresa. Images of Suspicion: Surveillance Photos in the Brazilian Political Police Archives. Surveillance & Society (Online), v. 10, p. 65-82, 2012.

LISSOVSKY, Mauricio. O Elo perdido da Fotrografia. Revista Laika, v. 1, p. 1-17, 2012.

LISSOVSKY, Mauricio. Rastros na paisagem: a fotografia e a proveniência dos lugares. Contemporanea (UFBA. Online), v. 9, p. 136-155, 2011.
PROJETO DE PESQUISA:
A fotografia e seus duplos na era da migração global das imagens

Descrição
O projeto assume que a condição da imagem fotográfica do século XXI, marcada pelo advento e ampla difusão do digital, coloca problemas que iluminam não apenas a produção atual como permitem reler boa parte da tradição e da história das imagens técnicas. O tema do duplo é aqui considerado como estratégico, pois acreditamos que por intermédio da mise-en-scène dos duplos (de duplos das mais variadas naturezas) a fotografia (e, por evidente, os fotógrafos) elaboraram um pensamento a respeito de seu próprio meio. Um pensamento que não exclui sua dimensão inconsciente e que se orienta antes pela expressão daquilo que uma fotografia promete do que por aquilo que ela efetivamente realiza. A metodologia utilizada será, basicamente a da iconologia warburgiana, mais adequada à observação do trânsito das imagens (de uma mídia a outra, de um tempo a outro, de um lugar a outro). Por intermédio de seu movimento, que o jogo do duplos permite entrever, pretende-se surpreender as promessas latentes e as potências da fotografia que conformam o destino das imagens na contemporaneidade. O método iconológico distingue-se dos procedimentos iconográficos e historiográficos mais usuais por renunciar aos modelos metonímicos (subordinados ao tempo e ao espaço). Não é indutivo (inferido dos fatos), nem baseado na dedução a partir de leis universais. Como sugere Agamben, é necessariamente paradigmático tal como foi paradigmática a fotografia para a epistemologia da história em Benjamin, e a impressão, para Didi-Huberman. Pois o paradigma não é um atributo ou parte de um fenômeno, mas, desde Platão, uma relação entre sensível e mental: A relação paradigmática não se dá tão somente entre objetos singulares sensíveis, nem entre estes e uma regra geral, mas sim, antes de tudo, entre singularidade (que se torna assim paradigma) e sua apresentação (quer dizer, sua inteligibilidade) (AGAMBEN, 2009). A investigação em torno dos duplos fotográficos não faz a história de um tema iconográfico em particular, pois nenhuma imagem tem precedência sobre as demais. Tal como nas fórmulas páticas de Warburg, é impossível distinguir nelas entre criação e performance, entre original e cópia. pois são híbridos de arquétipo e fenômeno , de primeira vez e repetição. (AGAMBEN, 2009.). Neste sentido, o método iconológico, baseado na semelhança, é um caminho privilegiado para se entender o que querem , o que fazem e o que sonham as imagens. A pesquisa será desenvolvida nas seguintes etapas, não necessariamente consecutivas. a) Levantamento e análise da bibliografia relacionada ao tema do duplo, em particular nos campos da literatura, da história da arte e da fotografia, da antropologia, da filosofia e da psicanálise. b) Reunião em base de dados iconográfica de imagens fotográficas que performatizem aspectos do duplo e da duplicação. c) Montagem de séries iconológicas de caráter constelacional visando a produção de ensaios analíticos. d) Divulgação científica: difusão de resultados parciais e esboços de análise para pesquisadores e público interessado em fotografia por meio do blog www.iconica.com.br. e) Aprofundamento da pesquisa bibliográfica e iconográfica nos acervos da biblioteca e museu da Universidade de Princeton, na condição de pesquisador visitante. f) Condução de seminários e cursos sobre o tema na ECO/UFRJ e sobre fotografia brasileira e teoria da fotografia na Universidade de Princeton. g) Elaboração de livro integral com base nos resultados da pesquisa.

 

CURRÍCULO LATTES
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REVISTA ECO-PÓS
v.21, n.03 (2018)
Racismo
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